Importação de caracóis sem legislação adequada

IMPORTAÇÃO SEM LEI ESPECÍFICA

As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.

Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.

A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.

VIVEIROS DE CARACÓIS SÃO RENTÁVEIS

VIVEIROS SÃO NEGÓCIO RENTÁVEL

Se tem um terreno com dois mil metros quadrados, três horas livres por dia e 10 600 euros para o investimento inicial, mais 2400 para as despesas com água e rações, a helicicultura pode ser uma boa oportunidade de negócio. Ao fim de um ano pode ganhar 17,5 mil euros. João Lopes, proprietário do Monte Jogral, na zona do Poceirão, garante que a criação de caracoletas em viveiros é um investimento com retorno garantido e dá o seu próprio exemplo.

Começou a sua exploração em 2000, quando importou os primeiros avelins (caracóis acabados de eclodir) de Barcelona. Hoje tem 2,5 hectares de viveiros, entre estufas e campos abertos.

“Fazemos uma cultura orgânica, onde tudo é natural.” As caracoletas das espécies Petit Gris e Grand Gris passam o dia debaixo da sombra protectora das caixas de Madeira. À noite, os campos são regados e a humidade faz os animais saírem do abrigo para se alimentarem de ração – elaborada segundo uma fórmula criada por João Lopes. De Abril a Maio as caracoletas estão na fase de engorda. Quando atingem o estado adulto são recolhidas e ficam seis dias na sala de estio, onde libertam todos os dejectos. Estão então prontas para serem vendidas a um preço que ronda os 5 euros por quilo. João Lopes vende só para o mercado nacional, mas há várias explorações que exportam para países como Espanha e França.

“As caracoletas de viveiro são mais caras do que os caracóis de importação, mas este é um produto de grande qualidade, em que temos a certeza de que não há riscos de contaminação por pesticidas. Comprar caracóis apanhados na natureza é um risco para a saúde pública”, diz João Lopes.

O empresário dá formação a todos os que queiram lançar-se no negócio. O Monte Jogral vende os avelins (caracóis juvenis) para os novos produtores e presta apoio técnico aos novos criadores.

Receita Simples de Caracóis

Para um final de tarde calorenta de Domingo, este é o melhor petisco que nos podem oferecer, acompanhado de uma cerveja bem gelada...
Lavam-se os caracóis muito bem, em várias águas sendo a última passagem debaixo da torneira, em água corrente .
Colocam-se numa panela com água ao nível dos caracóis, tapa-se a panela com a tampa e deixam-se ficar durante uns 10 minutos (os caracóis começam todos a sair ).
Então, baixa-se o lume,  no mínimo, e deixa-se ficar com a panela tapada até a água levantar fervura.
Nessa altura, juntam-se aos caracóis, 6 dentes de alho esmagados, alguns raminhos  de óregãos, uns 3 ou 4 pedaços de bacon, 2 malaguetas (opcional)  e sal a gosto.
Deixam-se cozer mais 10 minutos e apaga-se o lume. Ficam a repousar cerca de um quarto de hora dentro do caldo.

Criação e venda de caracóis em Portugal é uma realidade

A criação de caracóis anda a «passo de caracol» num país de grandes apreciadores, mas estes moluscos são já 1,5 milhões prontos a serem consumidos na maior exploração do país, na Corujeira, Torres Vedras, noticia a Lusa.
A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, onde os preços de venda ao público chegam a ser idênticos aos do camarão.
A «Esgargots Oeste», constituída em 2005, contribui com doze a quinze toneladas praticamente só para a Grande Lisboa, sendo já a maior concentração de caracóis do país, espalhados por um hectare de terreno.
Aqui encontram-se as chamadas caracoletas «Helix Gros Gris e Helix Aspersa», de aspecto castanho e de tamanho grande (até 40 gramas).
Além da criação de caracóis adultos para venda, este parque é o primeiro do país a reproduzir moluscos bebés, para potenciar a produção no país e satisfazer as necessidades de consumo. Por ano estima-se que sejam consumidas 42 mil toneladas de caracóis em Portugal.
Os 20 mil reprodutores da exploração são responsáveis pelo nascimento de cinco milhões de bebés em cada ano.
Carlos Candeias, um dos sócios, considera que esta é já a «maior sala de sexo de caracóis do país» para potenciar toda a produção destes moluscos em Portugal. Se o projecto de ampliação da exploração for concretizado, poderá vir a tornar-se na maior da Europa, atingindo os 100 mil.

«Lentos» a acasalar
Apesar de terem uma esperança de vida curta (um ano) e serem «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março, acabam por se reproduzir em grande número. São hermafroditas e, por outro lado, podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.
Muitos milhares são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) chega a custar dez euros.
No entanto, a maioria acaba por ser criada na exploração para o consumo alimentar, em petiscos. Ao fim de cinco meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor.

Venda de caracóis

O negócio de caracóis é um segmento de mercado que tem vindo a crescer bastante em Portugal.
Assim, este blog vai abordar toda a temática relacionada com venda de caracóis, compra de caracóis, criação de caracóis ( helicicultura ) , receitas de caracóis, transporte de caracóis, viveiros de caracóis, espécies de caracóis, etc.

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