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Helicicultura - A criação de escargot ou caracol no Brasil

A criação de escargot ou caracol, no Brasil, teve início na década de setenta e de uma maneira mais intensiva e comercial a partir dos anos oitenta, com criadores dos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Nesta época, não havia muitas informações a respeito, apenas versões apressadas de manuais franceses, que acabavam por incorrer em muitos erros e orientações que não se adaptavam as condições locais. Agora, na década de 90, a febre de se criar escargots ressurgiu em vários pontos do país e a procura por conhecimentos e uma tecnologia de criação recomeçou.

Neste sentido, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, por estar situada numa região onde se concentravam muitos heliários (criatórios de escargots), começou a ser solicitada pelos criadores em busca de mais informações sobre a atividade.
Assim, através do Departamento de Nutrição e Avaliação do Animal, do Instituto de Zootecnia, deu-se início, há sete anos, as pesquisas sobre a helicicultura (criação de escargots), com o objetivo de se definir um conjunto de práticas e técnicas de manejo que melhor se adaptasse as condições tropicais do pais.

O escargot é um molusco terrestre da espécie Hélix, sendo os mais conhecidos o Petit gris, o Gros gris, o Gros blanc e o Gigante chinês. De hábitos noturnos, o escargot precisa de condições ambientais favoráveis para viver: temperatura entre 16 e 25° C, umidade relativa mínima de 80% e fotoperíodo. Durante o dia procure abrigos úmidos e escuros, protegidos de ventos. A temperatura abaixo de 10°C, geralmente entra em hibernação, acima de 25°C entra em estiva e, abaixo de 0°C, a água dos seus tecidos congela, ocasionando sua morte.

Segundo o zootecnista Edson Assis Mendes, professor e pesquisador da UFRRJ, no Brasil, durante vários anos, houve uma predominância da espécie Petit Gris (Hélix aspersa aspersa) devido ao caráter empírico das criações. Entretanto, quando trabalhos científicos começaram a mostrar resultados, a espécie Gros gris (Hélix aspersa máxima) ganhou espaço e atualmente é produzida pela maioria dos helicicultores. Com tecnologia apropriada, o Gros gris já é abatido com 10 gramas de peso vivo e idade entre 100 e 120 dias, confinados em caixas de plástico ou madeira, em ambiente com temperatura media de 25°C e UR mínima de 80%, alimentados com ração balanceada e ausência total de terra, exceto nas caixas de matrizes, onde coloca-se copos pare desova com 2/3 de terra.

As pesquisas desenvolvidas pelo professor Edson e sua equipe originaram um projeto piloto para implantação de uma helicicultura adequada a pequenos espaços, permitindo uma produção de 58 kg de peso vivo/m2 ao ano, com 60% de rendimento de carcaça, e ainda, após a estabilização do rebanho a partir da 24a semana, o início da comercialização de matrizes selecionadas. Outras conclusões que adequam a helicicultura pare nossas condições ambientais são:

O ambiente ideal para o escargot confinado é conseguido com a utilização de umidificadores, desenvolvidos pelo zootecnista José Luiz da Cunha Machado, e/ou condicionador de ar. Nos laborat6rios da UFRRJ, apenas usando umidificador, consegue-se manter as condições ambientais necessárias.

A densidade máxima recomendada e de 400/200/100 animais por m2 nas 1a, 2a e 3a fases respectivamente. Um aumento muito grande de população induz o escargot a abandonar a concha causando sua morte, a roer sua própria concha ou a dos outros animais. Comportamento este que pode também estar ligado a deficiência de cálcio.

A nutrição indica o uso de ração balanceada com teores de 18% de proteína bruta, 3100 kcal/kg de energia bruta e relação Ca/P de 16:1. Níveis estes conseguidos quando se utilize a seguinte receita: 70% de fubá de milho; 27% de farelo de soja; 1,5% de farinha de ostra; 0,6% de farinha de osso calcinado; 0,4% de premix e 0,5% de sal fino. Sendo que a farinha de ostra deve ser suplementada em recipiente a parte.

Quanto a reprodução, o escargot, tem uma copula que dura até 12 horas. A postura dos ovos e feita em copos de vidro ou plástico rígido, preparados pare este fim, contendo 2/3 de terra fofa e úmida. O ovos devem ser transferidos para outros copos com terra esterilizada para evitar sua contaminação pela mosca do cemitério, e após 14 dias ocorre a eclosão de 75 a 120 filhotes. Entretanto, nos laboratórios do Instituto de Zootecnia vem sendo conseguido, com sucesso, a eclosão em ausência total de terra, apenas mantendo-se as condições ambientais ideais. Experiência, essa, que já vem sendo conseguida, também na França.

Criar escargots no Brasil tem futuro promissor. Atualmente toda a produção do país, em torno de 25 toneladas anuais, é consumida internamente e a tendência e aumentar a cada dia com a popularização do uso culinário. O mercado externo também é amplo, especialmente na Europa. Na França, por exemplo, são consumidas mais de 45 mil toneladas anualmente.

Fonte: www.cpt.com.br.

Já há caracóis ?!

Caracol lembra cerveja gelada, pedaços de pão embebidos no molho aromático, em finais de tarde na esplanada em amena cavaqueira. Nem toda a gente os aprecia, mas quem gosta, gosta mesmo.

Lentamente este petisco começa a entrar nos hábitos das populações do centro do país e até já se encontra em alguns (poucos) estabelecimentos no norte.

Há, sobretudo, alguma repugnância por este animal, de que se conhecem 35 mil espécies e que é um molusco gastrópode que pertence a um grupo que inclui outras espécies marinhas como os bivalves, polvos, chocos e lulas.

Para além disso, possui uma espécie de “pé”, ou músculo ventral, que lhes permite deslizar sobre um rasto de muco, nunca entrando em contacto com quaisquer materiais ou impurezas. Significa isto que o caracol é um bicho bem mais limpo do que, por exemplo, uma galinha ou uma vaca, até porque a sua alimentação é quase exclusivamente feita à base de plantas.

Os nutricionistas não hesitam ao afirmar que a carne de caracol é um dos alimentos mais saudáveis que podem ser consumidos pelo Homem. É pobre em gordura (0,5% a 0,8%) em comparação com a de vaca (11,5%) e galinha (12%) e, para além disso, cada 100 gramas correspondem a apenas 80 calorias.

Em paralelo, o caracol é rico em proteínas (12% a 16%) e sais minerais. E, de acordo com o ministério espanhol da Saúde, nesse conjunto de proteínas está presente a quase totalidade dos aminoácidos necessários ao corpo humano, sendo uma opção de alta qualidade para regimes hipocalóricos, dietas para desportistas, diabéticos e quem sofra de anemia, grávidas e mães a amamentar

O caracol é, desde a Antiguidade, recomendado como remédio para vários tipos de males. Crendices ou não, é certo que os aminoácidos contribuem para a reconstituição da integridade dos tecidos gástricos e, portanto, para a cura de úlceras.

Um absoluto lugar comum relaciona os caracóis com a lentidão. Mas nunca ninguém se tinha lembrado de medir a velocidade que atingem, até um grupo de cientistas – norte-americanos, pois claro – se ter dedicado à tarefa de determinar que a velocidade média de um caracol comum é de um milímetro por segundo.

E já que o assunto é velocidade, importa acrescentar que o caracol foi escolhido como símbolo pelos criadores da “Slow Food”. Este movimento, que pode ser traduzido literalmente por “comida lenta”, foi fundado em Itália em 1986, tem já representações numa centena de países e luta pela protecção dos produtos e receitas de qualidade e tradicionais.
 
Através de várias iniciativas, a associação promove a cultura gastronómica, desenvolve a educação do gosto, conserva a biodiversidade agrícola e protege os alimentos tradicionais do risco de extinção.
 
Afinal, ser lento não é necessariamente uma desvantagem.



 

Caracóis e “caracoles”

 
No nosso país, as receitas mais tradicionais não dispensam, como já se viu, o tempero dos orégãos e do alho.
 
Já em Espanha, as versões dos “caracoles” mudam de região para região. Se no sul do país vizinho, imperam os molhos com especiarias e tomate, na Catalunha foi criada uma paella à base de carne de coelho e caracóis.
 
E não é difícil encontrar, em plena Andaluzia, um gaspacho gelado com caracóis.
Em Logroño, na Galiza, a sopa e o guisado de caracóis são os pratos típicos na Noite de São João, a 24 de Junho. E Em Aragão, o petisco mais procurado são as caracoletas assadas e regadas com um molho de azeite e alho.
 
Atravessando o Mediterrâneo, os caracóis são também consumidos no Norte de África, sendo a cidade marroquina de Marraquexe um dos centros gastronómicos do gastrópode, que é cozinhado com especiarias como açafrão e uma pitada de canela.


Os “escargots” franceses


Na Península Ibérica, os caracóis são habitualmente conotados como um prato servido em locais populares. Mas, do outro lado dos Pirinéus, em França, tomam o nome de “escargots” e são uma iguaria servida nos restaurantes mais luxuosos, tendo mesmo sido concebida uma linha específica de talheres para evitar que os comensais usem as mãos

Os “escargots” são parte importante do património gastronómico gaulês, sendo consumidos como entrada ou prato principal. No Natal e na passagem de ano, nunca faltam à mesa dos franceses, sendo essa a época de maior consumo. A forma tradicional de os cozinhar envolve um molho à base de manteiga, alho e salsa

O consumo de caracóis em França ronda a 40 mil toneladas por ano, das quais cerca de metade são importadas de países como Portugal, Espanha e Grécia.


A criação de caracóis

 
“Helicicultura” é a designação técnica dada à criação de caracóis e este nome remete para a forma de hélice das conchas. Como é natural, é em França que esta actividade económica se encontra mais desenvolvida, em quintas espalhadas um pouco por todo o país. Além da reprodução pura e simples, os criadores dedicam-se igualmente ao cruzamento de espécies, procurando obter exemplares de dimensão apreciável e, ao mesmo tempo, com o sabor mais desejado. Para isso, tentam obter animais “mestiços” com os genes dos caracóis mais comuns e das caracoletas.
 
Hermafroditas, os caracóis podem acasalar com qualquer outro indivíduo da sua espécie, desde que este se mostre disponível, produzindo uma apreciável quantidade de ovos. Os caracóis podem parecer animais muito vulgares, mas algumas espécies encontram-se ameaçadas de extinção, principalmente devido à acção do Homem e à poluição. Outras existem apenas em cativeiro, reproduzindo-se em jardins zoológicos.

Estes animais variam significativamente de tamanho. A maior espécie terrestre é o Gigante Africano, que pode medir até 30 centímetros, enquanto o campeão dos caracóis aquáticos vive nos mares da Austrália, atingindo 45 centímetros e 20 quilos. A longevidade também é variada, e se grande parte das espécies não atinge os três anos, existem caracóis com 30 anos.

Investigação: A vibração dos caracóis

Contra a doença vibroacústica 

Quatro estudantes dos Açores venceram o Concurso de Jovens Cientistas com uma investigação sobre os efeitos dos sons de baixa frequência na glândula digestiva dos caracóis.

A explosão foi de alegria com lágrimas à mistura. Quando o júri anunciou que a equipa da Escola Secundária da Lagoa, nos Açores, era a grande vencedora do concurso da IV Mostra Nacional de Ciência, organizada pela Fundação da Juventude, com o Programa de Biomonitorização da Doença Vibroacústica, os jovens não cabiam em si de contentes. Seguiram-se os restantes premiados, na certeza de que todos os concorrentes se sentiam ganhadores. O facto de estarem ali, no Museu da Electricidade, naquele dia, com uma exposição pública tão grande, já foi um “verdadeiro prémio”, como muitos acentuaram.

A doença vibroacústica (DVA) não é não muito conhecida, mas afecta milhares de pessoas em todo o mundo. Causada pela exposição excessiva aos RBF (sons com frequências iguais ou inferiores a 500 hertz), dentro deste grupo incluem-se os infra-sons (menos de 20 Hz), que não se ouvem mas se sentem. E é extremamente difícil um ser humano não se encontrar exposto aos RBF, nos nossos dias, pois existem muitas fontes.

Os RBF têm consequências em todo o organismo e, apesar de a grande maioria não ser perceptível ao ouvido humano, o organismo reage quando é exposto, sobretudo no que concerne ao tecido conjuntivo, pois há um aumento da produção de colagénio pelas células deste tecido, que se vai depositar em diversas estruturas cardíacas.

A acumulação excessiva provoca o aumento de rigidez destas estruturas, afectando o sistema circulatório, o que leva a uma distribuição anormal de oxigénio pelo organismo, causando, entre muitas outras patologias, a epilepsia. O tempo de exposição determina os sinais e sintomas demonstrados pela população sujeita a ambientes com RBF, sendo tanto mais graves quanto maior o tempo de exposição.

O estudo dos jovens açorianos consistiu no desenvolvimento de um programa que permitiu biomonitorizar os efeitos desta doença em seres vivos no seu meio natural. Até agora, apenas foram realizados estudos da DVA utilizando animais (mamíferos) em meio laboratorial, o que confere a este projecto um carácter inovador e mais próximo da realidade. Com vista à biomonitorização em meio natural desta doença, seleccionou-se como bioindicador, para este trabalho, o Helix aspersa (o vulgar caracol de jardim) e, como biomarcador, a sua glândula digestiva. Tendo como base medições sonoras prévias, procedeu-se em quatro locais diferentes da ilha de São Miguel à recolha de espécimes aos quais foi removida a glândula digestiva, após o que se iniciou um procedimento histológico, para obter preparações definitivas de todas as amostras, de modo a poder analisar o tecido conjuntivo.

Os resultados obtidos neste projecto levam a concluir que o Helix aspersa é um bom bioindicador para futuras pesquisas relacionadas com a DVA, e que a sua glândula digestiva, especificamente o tecido conjuntivo presente, é um bom biomarcador de efeito para o problema em estudo, o que permitirá a intervenção precoce no desenvolvimento da patologia e, assim, prevenir os efeitos mais graves desta doença.

Fonte: Superinteressante

O caracol

Caracol

Os caracóis são moluscos gastrópodes, não são insectos como as moscas e os escaravelhos nem aracnídeos como as aranhas. Têm uma espécie de “pé” que lhes permite deslizar sobre um rasto de muco que segregam. Os caracóis deslocam-se muito devagar, mas conseguem fixar-se e subir ou descer sempre que for necessário.
Na sua generalidade, os caracóis são ao mesmo tempo macho e fêmea (hermafroditas) e podem acasalar com qualquer outro caracol da sua espécie, desde que este se mostre disponível!

É chique pedir escargots num restaurante, mas estes não passam de caracóis! 
Podemos comer os caracóis do nosso quintal desde que depois de capturados fiquem sem alimento durante uns dias, para limpar o seu sistema digestivo. 
São uma delícia!


Concha: é feita de cálcio, endurecida para proporcionar protecção contra a maioria dos predadores, mas não contra todas as aves.

Padrão: o padrão das conchas dos caracóis difere de espécie para espécie. No entanto, na mesma espécie, alguns indivíduos exibem uma coloração diferente.

Espiral: no sentido dos ponteiros do relógio ou no sentido contrário, consoante a espécie.

Alimento: principalmente plantas, mas certos caracóis são predadores e comem outros caracóis, também podem comer excrementos de aves.

“Pé”: os caracóis deslocam-se usando o seu músculo ventral que é muito desenvolvido.

Tentáculos: na extremidade dos tentáculos ficam os olhos do caracol.

Pele: sensível, depende da protecção da concha para não secar.

Muco: permite a deslocação do caracol, protege-lhe a pele e ajuda-o a fixar-se em superfícies lisas, como as folhas.

Rádula: “língua”, tipo ralador, que lhes permite desfazer a comida.


Espécie em vias de extinção: os caracóis podem parecer animais vulgares, mas alguns encontram-se ameaçados de extinção. Por exemplo, muitas espécies do género Partula encontram-se extintas na natureza devido à acção do Homem. Outras existem apenas em cativeiro, reproduzindo-se em jardins zoológicos.

Pragas: certas espécies de caracóis podem constituir uma praga para os agricultores quando devoram as plantas cultivadas.

Reprodução: os caracóis têm uma corte elaborada que se inicia pelo disparo de um dardo “de amor” por ambos, que os predispõe para o acasalamento! Depois de acasalarem, ambos podem pôr ovos.

Postura: os caracóis escavam um buraco e enterram entre 30 a 50 ovos no chão. Estes ovos são redondos e possuem uma casca branca dura.

Desenvolvimento directo: quando os ovos eclodem, os jovens caracóis já têm a respectiva concha e crescem até atingir o estado adulto.

Espécies: conhecem-se cerca de 35 mil espécies de gastrópodes que incluem os caracóis e as lesmas. Os gastrópodes pertencem ao grupo dos moluscos que são na sua maioria aquáticos, e entre as quais se incluem os bivalves, os polvos e as lulas.

Produção de caracóis rende três milhões e está a crescer em Portugal

A produção de caracóis em Portugal ultrapassa as 500 toneladas/ano e rende três milhões de euros, mas pode crescer muito se multiplicar as exportações, segundo dados divulgados hoje na Lourinhã no I Encontro Nacional de Helicicultores.

A informação disponibilizada aponta para a existência de centena e meia de produtores, de norte a sul do país, e 300 hectares de área de produção.

Entre 2012 e 2013, o número de produtores aumentou mais de 200%, graças em parte ao financiamento comunitário de projetos.

Antes de 2009, estima-se, existiriam apenas cinco produtores em todo o país, mas a procura por áreas de negócio alternativas à agricultura tem vindo a atrair investidores e em 2013 os produtores eram já mais de 60.

A Helixcoop, a única cooperativa de helicicultores a nível nacional, tinha 13 associados em 2011, quando foi constituída, e hoje possui cerca de 30. 

Em Portugal, são consumidas por ano cerca de 13 mil toneladas de caracóis, de várias espécies, por ano. 

Dados de 2014 apontam para mais de 500 toneladas produzidas e três milhões de euros faturados. Desta produção, 80 a 90% tem como destino o mercado nacional, mas em 2014 o país importou 1,1 toneladas, adquiridas a um preço médio de um euro por cada quilograma.

Em contrapartida, exportou 22,6 toneladas, vendendo o produto a um preço médio de três euros o quilograma e tendo como principais mercados a Espanha, França, Itália, os grandes concorrentes de Portugal no mercado externo. Entre os mercados emergentes estão países asiáticos e árabes.

Os helicicultores querem, por isso, valorizar a produção nacional, combatendo a entrada de outras espécies, como a "caracoleta de Marrocos", vendida a baixos preços e sem grande qualidade, e apostando na exportação e na transformação do produto, por exemplo, com a venda de miolo de caracol ou pratos já confecionados.

"É um produto com grande valor nutricional, nomeadamente proteico, e pode substituir muitas carnes, por ter baixo teor de gorduras", explicou Paulo Geraldes, presidente da Helixcoop, que tem sede na Lourinhã.

Os caracóis têm também compostos bioativos que previnem o cancro, motivo pelo qual os ovos e a baba de caracol são procurados pela indústria farmacêutica. O helicicultor adiantou que 1 a 2% da produção tem já esse destino.

A Helixcoop está a desenvolver um projeto para criar a primeira organização de produtores do país, no sentido de organizar a produção e criar canais de comercialização, não só junto de cadeias de hipermercados nacionais, que já absorvem 15 a 20 toneladas, bem como no estrangeiro.

LUSA

Imperiais, tremoços e caracóis: serão saudáveis?

Uma cerveja acompanhada por um prato de caracóis são alguns dos nossos tradicionais hábitos de verão. Falámos com uma nutricionista para saber se podem ser considerados saudáveis.

Chega o verão e não é apenas a temperatura que muda. Por muitas vezes ser sinónimo de férias, é sempre altura propícia para alguns deslizes no que concerne à alimentação. Na esplanada, sob o sol, regressa a vontade de partilhar uma conversa entre amigos à volta destes hábitos que, não nos sendo exclusivos, também são bem portugueses. Mas fica a questão: serão saudáveis? O melhor mesmo é irmos por partes.


Caracóis, os reis da esplanada



A nutricionista Ana Carolina Soares alerta que os caracóis "devem ser bem confecionados". Mas até podem ser um bom substituto para um lanche. Constituídos por água, ricos em proteínas e pobres em gorduras, os caracóis contém cálcio mas também cobre, ferro, magnésio, e zinco, o tipo de sais minerais que contribui para a saúde do organismo. Possuem um baixo valor calórico, de cerca de 100 quilocalorias por 100 gramas, e como na sua confeção são cozidos, mantém boa parte das suas propriedades. 



Em Portugal tornou-se um dos nossos clássicos de verão. E é normal vermos esplanadas ocupadas por gente tão diferente em torno de algo em comum: um prato de caracóis, sejam os mais pequenos, sejam os maiores, de concha castanha escura, mais conhecidos por caracoletas. Mas o hábito de comer caracóis não é nosso nem é de agora. Muito antes de nós, cerca de 300 A.C., já Aristóteles descrevera pormenores relativos à produção e consumo de caracóis. Alguns achados arqueológicos revelaram conchas de caracóis junto a vestígios de ossos e fogueiras, o que poderá querer dizer que já os nossos antepassados pré-históricos se sentavam "à mesa" para degustar um bom prato de caracóis. Embora para quem não aprecie caracóis, a principal razão seja uma simples questão de paladar e de estética – convenhamos que não é o prato mais bonito que já nos passou pela frente –, mesmo os seus apreciadores devem ter atenção ao que comem. É que apesar do valor nutritivo destes pequenos animais, a confeção pode conter extras, como bacon ou toucinho, que, embora apetitosos, aumentam inevitavelmente o valor calórico do prato. Mas o cuidado, alerta a nutricionista, deve estar também com "o pão e a manteiga", que muitas vezes acompanham o prato de caracóis.



A "saúde" de uma cerveja


Deixamos para o fim a rainha das nossas esplanadas: a cerveja. Entre as bebidas alcoólicas, a cerveja é das que tem menor teor alcoólico, algures entre 3 a 8% por volume. Trata-se de uma bebida já consumida há milhares de anos e apreciada pelos mais diversos povos. Em média, o seu valor calórico andará à volta de 42 calorias por 100 ml, o que quer dizer que uma lata de cerveja rondará as 130 calorias.



Como as bebidas alcoólicas fermentam com alguma facilidade no estômago, têm tendência a dilatá-lo. O que quer dizer que a expressão "barriga de cerveja", embora possa ter alguma validade, não deixa de ser algo preconceituosa: muitas outras bebidas alcoólicas têm o mesmo efeito. Apesar de tudo, se a opção for por uma cerveja, moderação é a palavra certa. A cerveja tem "vitaminas de complexo B, que são importantes em tudo o que é o processo de energia no nosso corpo". Mas quando perguntamos se tem mais benefícios do que malefícios, Ana Carolina Soares sorri, desconfiada da pergunta. "É discutível", mas também "dependerá da pessoa", esclarece.


Na verdade fruta e saladas continuam a ser algumas das opções mais leves e saudáveis para o verão. São frescas, saborosas e vão certamente ser eficazes quando o que se quer é manter uma barriga tonificada. Mas se no verão costumamos cometer alguns excessos, a verdade é que há claramente tradicionais piores do que outros. As batatas-fritas de pacote, snacks, gelados muito calóricos ou a já tradicional bola de Berlim na praia, acabam por ser opções com poucos benefícios do ponto de vista nutricional.



Por isso, se se sentar na esplanada em boa companhia, de espírito pronto para alguns excessos alimentares, se calhar a melhor opção é ficar pelos nossos tradicionais mais antigos. Um prato de tremoços ou de caracóis substituirá o lanche. E em vez de um refrigerante muito calórico, talvez até não seja má ideia escolher uma cerveja fresquinha. Não convém é abusar. E lembre-se: com ou sem álcool, beba com moderação. A barriga tonificada irá agradecer.

What do Land Snails Eat?

What do Land Snails Eat?

Snails tend to feed on a variety of items found in their natural habitat. What they will actually consume depends on where they live and the species of snail that they are. Some common items for their diet include plants, fruits, vegetables, and algae. Plants that are decaying are often a good meal for them. Seeking for calcium to get a thicker shell, snails usually will eat the dirt.
Most snail species are herbivores, which means they have only a plant diet, but some species are carnivores or omnivores. You will likely find snails around your garden as this offers them plenty of fresh plants and leaves to eat. If you use herbicides or pesticides on your plants you may be causing the death of many snails without even realizing it.

Snails as pests

Large numbers of snails though in a garden or even where farmers are growing crops can quickly become a serious problem. They will consume enough of what it growing to ruin the hard work that has been put into the area. If you are talking about a location where someone is growing food to eat or to sell then their livelihood is also being compromised. This is why people do all they can to prevent snails from consuming the agricultural crops that they are growing.
To be more humane, many that have gardens or farms strive to trap the snails that are in the vicinity rather than killing them. They either release them back into new environments or they will sell them as a source of food. Some of the easiest ways to trap them is to place lids from jars with beer in them in the garden.
For farmers that have too much land to do this, they have come up with another way to prevent damage to their crops. This involves placing 6 inch screens of copper that is placed in the ground. The slime from the snails doesn’t seem to mix very well with the copper and that means they will stay away from the foods that are growing. This process has been very successful.
Snails have to feed on foods that include large amounts of calcium. This is necessary to keep their shell hard and protective like it should be. When looking for food they use their powerful sense of smell to find their food. Snails can breathe through their skin and through an opening called the pneumostome visible on the right side of their bodies. (1) Snails have very poor vision so they can’t see what may be very close to them, but that is compensated with an excellent sense of smell.
Snails are nocturnal so they will be looking for sources of food during the night or during the very early morning hours. (2) They will consume more food at the colder months ahead come. This is so they can store up fat reserves to live on while some they hibernate during the winter.
When food sources are very low in the summer or spring months, they may voluntarily put their body into a state of hibernation as well. This allows them to conserve energy and not need to forage for additional food. This is a mechanism that allows them to be able to survive in difficult conditions of drought. (3)
They have a tongue that is very rough and the technical term for it is radula. They have rows of very small teeth that they use to scrap against the foods they want to consume. When you have snails as pets you want to pay close attention to their diet. If you feed them anything containing salt or sugar they will die.
They are often said to be very noisy eaters. However, the sounds you hear aren’t them consuming the food. Instead it is a part of the body called the radula which is tearing on what has been swallowed so it can find its way to the digestive tract.
(1)    http://www.pbs.org/kcet/shapeoflife/resources/snail.html

(2)    http://pss.uvm.edu/ppp/pubs/el14.htm
(3)    http://www.ipm.ucdavis.edu/PMG/PESTNOTES/pn7427.html

Mais algumas curiosidades sobre os caracóis

Não é costume dar-se muita importância àqueles pequenos moluscos rastejantes que temos no jardim ou vemos nos parques e quintais. 
Por vezes até os pisamos sem querer. Outras vezes, são servidos num prato, como petisco. 
Há quem não lhes ache piada alguma, mas já existe quem os queira conhecer melhor. 
Foi isso que aconteceu em 2009, ano dedicado a Darwin e à evolução, com um estudo que tinha como finalidade contar as espécies de caracóis terrestres e examinar o seu polimorfismo, isto é, perceber se as características da concha são ou não importantes para a sua sobrevivência.

Os resultados do estudo revelam que, em Portugal, predominam os Cepaea nemoralis. Sabe-se, também, que existem em maior número no litoral e que a sua presença quase não se nota no Algarve.

Entre os seus principais predadores figuram os tordos, aves que não são nada meigas na hora de comer os caracóis. 
Para lhes tirar a carapaça, os tordos têm de esmagá-la contra uma rocha ou uma superfície pedregosa. 
E alguma vez imaginaste que um pirilampo pode acabar com os caracóis? Pois é, aquele bichinho minúsculo injecta os ovos no corpo mole dos caracóis. Quando as larvas nascem, alimentam-se do corpo do caracol e este acaba por morrer.

Casinha protectora
Sabias que a carapaça do caracol funciona como camuflagem, ou seja, serve para o proteger dos predadores, quando tem uma cor que não se distinga da vegetação e que o faça passar despercebido? 
Por exemplo, um caracol branco numa zona muito escura seria logo descoberto e, por isso, atacado. O clima e o tipo de solo também têm uma grande influência na forma como o caracol consegue (ou não) sobreviver.

Caracóis e toxoplasmose na gravidez

Afinal as mulheres grávidas podem ou não comer caracóis?

Os caracóis se forem bem cozinhados não deverão representar qualquer perigo.
A toxoplasmose é transmitida através da carne crua, legumes, verduras e fruta mal lavadas.
Toxoplasmose
Podemos dizer que o caracol já é visto há muito tempo como "marisco" e também é cozinhado de igual modo.
Há grávidas que, devido ao medo da toxoplasmose, durante a gravidez não comem mariscos e no entanto o marisco é cozinhado.
Existem muitas mulheres grávidas que apesar de não serem imunes à toxoplasmose continuam a fazerem as suas vidas de forma normal.
É preciso, no entanto, ter alguns cuidados de higiene ao mexer em gatos e cães e lavar muito bem os legumes e as frutas se forem comidos crus.
Os enchidos e presuntos também há quem evite, ou então congela e depois descongela o que produz o mesmo efeito desinfectante que quando é cozinhado.
Se mexerem na terra deverão lavar bem as mãos pois pode conter resíduos de xixi e cloriformes fecais além de pelos de animais.



Quais as espécies de caracóis que são comestíveis ?

Rolanda Albuquerque de Matos, bióloga, é considerada a maior especialista nacional em caracóis.
Na verdade, explica a bióloga, só há em Portugal quatro espécies comestíveis: "Por ordem decrescente de tamanho: a caracoleta (nome científico mais conhecido, Helix aspersa), o maior caracol terrestre português; acaracoleta moura também conhecida como boca-negra na Madeira (Otala lactea); o amarelinho,riscadinho ou riscado, ou caracol-das-canas, o caracol português mais bonito pela grande variedade de cores que a concha pode apresentar (Cepaea nemoralis); e o caracol a que chamo caracol-das-cervejarias e os apreciadores caracol pequeno (Theba pisana). Um caracol (Helicella virgata) do mesmo tamanho e muito parecido com este último e que pode encontrar-se nos mesmos locais não tem valor gastronómico, pois dizem que é muito amargoso, referido por alguns como caracol-do-diabo."
 
 
 
 
 
Observação:
H. pomatia e H. aspersa são as duas espécies comestíveis que são mais utilizados na cozinha europeia.
O último é conhecido como caracol riscado.
 Caracol Branco :: Theba Pisana

Caracol Branco
(Theba Pisana)
Caracoleta Grande :: Helix Aspersa Maxima
Caracoleta Grande
(Helix Aspersa Maxima)
Caracoleta Canário :: Helix Cepaea
Caracoleta Canário
(Helix Cepaea)
Caracol Riscado :: Otala Lactea
Caracol Riscado

(Otala Lactea)

Curiosidades sobre os caracóis, ou “escargot”

Apenas três espécies de caracóis recebem a designação "controlée" de “escargot”

Existem milhares de espécies de caracóis no mundo mas apenas três recebem a designação "controlée" de “escargot” : o Bourgogne ou Helix pomatia linné, o Petit Gris ou Helix aspersa e o Gros Gris ou Helix aspersa máxima.

Qualquer outra espécie, comestível que seja, deverá ser chamada por seu nome comum local ou nome científico, sem confundí-la com os escargots. O erro mais comum, atualmente, é chamar a Achatina fulica de escargot sem apontar claramente a distinção.

O homem consome caracóis desde a pré-história. Suas conchas são encontradas empilhadas junto a utensílios culinários em diversos sítios arqueológicos.

A palavra caracol vem da raiz que significa girar. Os Romanos os chamavam de helix devido à concha em espiral. Os gregos kocklos por sua concha, que levou a coquilla ou caracol em espanhol, que ao poucos gerou escargol na França do s. XIV, atualmente escargot.

Os Gregos relatam o consumo da carne dos caracóis e os romanos acreditavam que os escargots curavam a bebedeira e a indigestão, sendo receitados aos doentes do estômago. Seus navios os recolhiam na Espanha e Norte da África para vender aos patrícios. Os Catalães também acreditavam que este hors-d’oeuvre facilitava a digestão de pratos suculentos e pesados.

Os marinheiros portugueses e espanhóis os levavam a bordo em suas longas viagens como mantimento de carne fresca.

O escargot foi consagrado na culinária francesa em 1814 quando o príncipe de Talleyrand ofereceu ao Czar da Rússia, Alexandre I, um prato de escargots, que foi degustado com satisfação evidente. O consumo do escargot alcançava o requintado uso de talheres especiais, para prender a concha e extrair a iguaria guardada em seu interior.




O Animal e sua Representação

Animal de hábito noturno, sua atividade depende das condições climáticas. Ele se fecha para se proteger das condições adversas, podendo passar meses e até anos, neste estado de hibernação ou estivação.

O caracol é uma figura presente em variadas áreas da vida – na arquitetura, esculpido na fachada de grandes catedrais, na pintura, escultura, cerâmica, é cantado na música e louvado em poesia. Mundo afora, o caracol está na mesa, nas brincadeiras das crianças e nas lendas imaginárias. Figura.

Na mitologia, os Deuses do Olimpo se regalavam com esta iguaria, cuja concha figurava em ouro. Por ser hermafrodita representa a androginia nas esferas místicas.

Na religião é símbolo da ressurreição: o escargot que desaparece no inverno emerge da terra na Páscoa. Anuncia a volta do sol e a vida após as chuvas da primavera perfazendo o ciclo da vida e da morte.

Nos campos ele é símbolo de fecundidade, presságio de felicidade, calor e luz.


O Escargot Curandeiro

De Hipócrates a nossos dias, tanto a medicina quanto a farmácia encontraram nos escargots, a partir dos derivados desse molusco – muco, carne e concha, um aliado para aliviar males humanos, no tratamento dos diversos órgãos do corpo.

A lista de sintomas tratáveis é extensa e as fórmulas de preparação das receitas, também. Dizem os textos que, macerados e aplicados em compressas, os escargots eliminam a flacidez dos seios, fervidos servem de xarope para aflições pulmonares, crus eles curam úlcera e atuam como laxativos, protegem a voz dos cantores, e vivos eliminam verrugas e cicatrizam queimaduras.

O escargot secreta substâncias que protegem e regeneram a pele e já serviram de base para cosméticos franceses, no passado. Hoje, assistimos à volta do uso de componentes animais em poderosos preparados com finalidade cosmética e, dentre estes, está o derivado do escargot, a helicilina.

Receitas caseiras para eliminar caracóis

Armadilhas para acabar com caracóis e lesmas:



1 – Cerveja


Uma das soluções mais populares é a aplicação de pratos com cerveja nas zonas mais afetadas. Coloca os pratos ao mesmo nível da terra do jardim e espera que as lesmas e os caracóis caiam lá dentro e se afoguem.
Verifica com regularidade as armadilhas e vai retirando a bicharada!






2 – Cinza, cascas de ovos e cascas de carvalho


As cinzas da lareira, cascas de ovos e de carvalho colocadas à volta das plantas repelem os caracóis e as lesmas pois provocam irritação e desidratação dos mesmos.





3 – Vasos de cerâmica de pernas para o ar


Uma das técnicas mais utilizadas é colocar vasos de cerâmica ao contrário, contra os raios solares e ligeiramente levantados do chão.

Esta técnica resulta muito bem, porque as lesmas e os caracóis estão sempre à procura de um local com sombra para descansarem e, desta forma, os vasos acabam por ser a armadilha perfeita. Inspeciona todos os dias e retira os animais viscosos que estejam no seu interior até que a infestação termine.


E depois de desinfestar aprenda a evitar os caracóis no jardim

Remove todos os detritos que estiverem espalhados no chão do jardim, como tijolos, tábuas, aparas de relva e as ervas daninhas, pois estes são locais tradicionais onde se escondem os caracóis e as lesmas – ao fazê-lo estarás a reduzir o seu habitat.

Livre-se dos caracóis no seu jardim ou horta

Os caracóis e as lesmas são os animais que podem surgir num jardim como pragas, e quando aparecem são uma autêntica dor de cabeça para todos os jardineiros. Saiba como se livrar dos caracóis e das lesmas dos seus legumes e evite que os seus legumes sejam comidos por eles.

Para cuidar de um jardim de vegetais, é necessário livrar-se dos caracóis e das lemas que lá possam existir, uma vez que estes animais podem destruir flores, plantas e vegetais. Os caracóis e as lesmas têm a capacidade de estragar uma plantação da noite para o dia. Para que tal não aconteça, siga as dicas seguintes:

IDENTIFIQUE O INIMIGO

Os caracóis têm formas e tamanhos diferentes. No entanto, a maioria apresenta 5 centímetros de comprimento e uma casca castanha do tamanho de uma bola de ténis de mesa. Tanto os caracóis como as lesmas são hermafroditas, o que significa que têm aparelhos reprodutores masculinos e femininos. Chegam a colocar mais de 400 ovos por ano e fazem-no, preferencialmente, sob escombros, pedras e plantas. As lesmas podem viver até aos 2 anos e os caracóis castanhos até aos 12 anos de idade e o aparecimento de ambos ocorre com mais frequência no início da primavera.

LIMPE CORRETAMENTE O SEU JARDIM

Remova todos os detritos que estiverem espalhados no chão do jardim, como os tijolos, as tábuas soltas, as aparas de relva e as ervas daninhas, pois, estes são os locais tradicionais onde se escondem os caracóis e as lesmas – ao fazê-lo estará a reduzir o seu habitat. Por outro lado, se produz o seu próprio fertilizante orgânico, tenha em atenção que as pilhas de compostagem não devem ficar perto do jardim, porque estas abrigam e servem de alimento para as lesmas e para os caracóis.

REMOVA OS CARACÓIS E AS LESMAS À MÃO

Verifique o estado das plantas do seu jardim e recolha à mão todos os caracóis e lesmas que encontrar. Os agapantos, os lírios e as flores perenes são as preferidas das lesmas e dos caracóis e, como tal, deve dedicar-lhes especial atenção. Por outro lado, quando anoitecer, utilize uma lanterna e siga as pistas brilhantes dos caracóis e das lesmas para as encontrar. Tenha em mente que as plantas que contactaram diretamente com este tipo de animais viscosos devem ser pulverizadas com água e sabão para ficarem mais protegidas contra futuros ataques.

PROTEJA A TERRA DO JARDIM

Para que a terra de um jardim fique o mais protegida possível contra a ação dos caracóis e das lesmas, é fundamental que seja espalhada uma camada de terra diatomácea natural ou agrícola em torno dos canteiros de flores e das plantas individuais. Este tipo de terra atua como um repelente junto dos insetos e é um produto seguro para o homem e para os animais, pois, além de ser natural, não produz resíduos tóxicos, nem reage a outras substâncias. Tenha em atenção que não deve utilizar iscas de veneno para matar as lesmas e os caracóis, porque elas são muito perigosas para a saúde das crianças e dos animais que possam frequentar o seu jardim.

INSTALE BARREIRAS EM TORNO DAS PLANTAS E CANTEIROS DE FLORES

Instale barreiras de cobre com um mínimo de 5 centímetros de largura à volta das plantas e dos canteiros de flores. Ao fazê-lo, estará a proteger a integridade dos seus legumes e vegetais e a manter a beleza do seu jardim. Por outro lado, também pode instalar barreiras naturais para impedir que os caracóis e as lesmas destruam as suas plantações. Coloque cascas de ovos e de carvalho à volta das plantas, uma vez que estes provocam a irritação e a desidratação das lesmas. Pode também utilizar certas ervas como o alecrim, a hortelã e até as algas para repelir os insetos. Assim como a cal, as cinzas de madeira e o farelo de aveia que têm propriedades exclusivas que conduzem à eliminação das lesmas e dos caracóis.

COLOQUE VASOS DE CERÂMICA INVERTIDOS NO JARDIM

Uma das técnicas mais utilizadas para remover os caracóis e as lesmas de um jardim de flores ou vegetais passa pela colocação de vasos de cerâmica de pernas para o ar. Estes vasos devem ser colocados contra os raios solares e ligeiramente levantados do chão, para que lá fiquem acumulados todos os animais viscosos. Esta técnica resulta muito bem, porque as lesmas e os caracóis estão constantemente à procura de um local com sombra para descansarem e, desta forma, os vasos de cerâmica acabam por ser a armadilha perfeita. Inspecione os vasos de cerâmica todos os dias e retire todos os animais viscosos que estejam no seu interior até que a infestação termine.

APLIQUE ARMADILHAS DE LESMAS E CARACÓIS NOS LOCAIS MAIS PROBLEMÁTICOS

Para erradicar uma infestação de lesmas e caracóis de um jardim, pode preparar algumas armadilhas. Uma das mais populares é a aplicação de jarros rasos com cerveja nas zonas mais afetadas. Coloque os jarros ao mesmo nível da terra do jardim e espere que as lesmas e os caracóis caiam lá dentro e se afoguem. Verifique com regularidade em que estado se encontram as armadilhas e, caso exista necessidade, coloque mais cerveja no interior dos respetivos jarros.

PREPARE UMA RECEITA CASEIRA

Se não quiser utilizar cerveja, prepare uma receita caseira para se livrar dos caracóis e das lesmas que se encontram no jardim. Uma das mais conhecidas passa por adicionar ½ colher de chá de mel e leveduras a 1 colher de sopa de açúcar na água de cada armadilha.

Talvez nunca consiga vencer a guerra contra as lesmas e caracóis porque a sua erradicação nunca será a 100%, mas ao seguir os passos apresentados consegue combater a sua existência de uma maneira segura e eficaz.
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