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Festival do Caracol e da Sangria - Santarém 31 de Julho a 2 de Agosto

Começa amanhã o Festival do Caracol e da Sangria, que terá lugar na sede do CCFC da Portela das Padeiras, em Santarém.
Neste festival poderá deliciar-se com variadas receitas de caracóis acompanhadas com a deliciosa sangria, e terá também bar jovem e animação musical nas noites de Sexta e Sábado.




Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures

O Festival do Caracol está de volta a Loures, entre 10 a 26 de Julho, para fazer as delícias dos amantes desta iguaria tipicamente portuguesa. Com entrada gratuita, o evento conta com dez tasquinhas, espectáculos diários, espaço de animação infantil e mostras de artesanato.

Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures
Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures
“Caracoleta à Bulhão Pato”, “Empada de caracol”, “Chili de caracoleta” ou “Farinheira com ovos e caracóis” são algumas das especialidades que os visitantes podem degustar, durante os 17 dias do festival, nas tasquinhas que representam restaurantes do concelho de Loures.


Petiscos condimentados, animação de palco e de rua, exposições e artesanato do concelho são apenas alguns dos extras que completam o evento onde os gastrópodes são os protagonistas.

A nível internacional, o Festival entrou no livro do Guiness, em 2009, com o maior tacho de caracóis do mundo e, em 2014, o programa “Bizarre Foods”, do canal “Travel” fez um programa sobre o evento.

Já há caracóis ?!

Caracol lembra cerveja gelada, pedaços de pão embebidos no molho aromático, em finais de tarde na esplanada em amena cavaqueira. Nem toda a gente os aprecia, mas quem gosta, gosta mesmo.

Lentamente este petisco começa a entrar nos hábitos das populações do centro do país e até já se encontra em alguns (poucos) estabelecimentos no norte.

Há, sobretudo, alguma repugnância por este animal, de que se conhecem 35 mil espécies e que é um molusco gastrópode que pertence a um grupo que inclui outras espécies marinhas como os bivalves, polvos, chocos e lulas.

Para além disso, possui uma espécie de “pé”, ou músculo ventral, que lhes permite deslizar sobre um rasto de muco, nunca entrando em contacto com quaisquer materiais ou impurezas. Significa isto que o caracol é um bicho bem mais limpo do que, por exemplo, uma galinha ou uma vaca, até porque a sua alimentação é quase exclusivamente feita à base de plantas.

Os nutricionistas não hesitam ao afirmar que a carne de caracol é um dos alimentos mais saudáveis que podem ser consumidos pelo Homem. É pobre em gordura (0,5% a 0,8%) em comparação com a de vaca (11,5%) e galinha (12%) e, para além disso, cada 100 gramas correspondem a apenas 80 calorias.

Em paralelo, o caracol é rico em proteínas (12% a 16%) e sais minerais. E, de acordo com o ministério espanhol da Saúde, nesse conjunto de proteínas está presente a quase totalidade dos aminoácidos necessários ao corpo humano, sendo uma opção de alta qualidade para regimes hipocalóricos, dietas para desportistas, diabéticos e quem sofra de anemia, grávidas e mães a amamentar

O caracol é, desde a Antiguidade, recomendado como remédio para vários tipos de males. Crendices ou não, é certo que os aminoácidos contribuem para a reconstituição da integridade dos tecidos gástricos e, portanto, para a cura de úlceras.

Um absoluto lugar comum relaciona os caracóis com a lentidão. Mas nunca ninguém se tinha lembrado de medir a velocidade que atingem, até um grupo de cientistas – norte-americanos, pois claro – se ter dedicado à tarefa de determinar que a velocidade média de um caracol comum é de um milímetro por segundo.

E já que o assunto é velocidade, importa acrescentar que o caracol foi escolhido como símbolo pelos criadores da “Slow Food”. Este movimento, que pode ser traduzido literalmente por “comida lenta”, foi fundado em Itália em 1986, tem já representações numa centena de países e luta pela protecção dos produtos e receitas de qualidade e tradicionais.
 
Através de várias iniciativas, a associação promove a cultura gastronómica, desenvolve a educação do gosto, conserva a biodiversidade agrícola e protege os alimentos tradicionais do risco de extinção.
 
Afinal, ser lento não é necessariamente uma desvantagem.



 

Caracóis e “caracoles”

 
No nosso país, as receitas mais tradicionais não dispensam, como já se viu, o tempero dos orégãos e do alho.
 
Já em Espanha, as versões dos “caracoles” mudam de região para região. Se no sul do país vizinho, imperam os molhos com especiarias e tomate, na Catalunha foi criada uma paella à base de carne de coelho e caracóis.
 
E não é difícil encontrar, em plena Andaluzia, um gaspacho gelado com caracóis.
Em Logroño, na Galiza, a sopa e o guisado de caracóis são os pratos típicos na Noite de São João, a 24 de Junho. E Em Aragão, o petisco mais procurado são as caracoletas assadas e regadas com um molho de azeite e alho.
 
Atravessando o Mediterrâneo, os caracóis são também consumidos no Norte de África, sendo a cidade marroquina de Marraquexe um dos centros gastronómicos do gastrópode, que é cozinhado com especiarias como açafrão e uma pitada de canela.


Os “escargots” franceses


Na Península Ibérica, os caracóis são habitualmente conotados como um prato servido em locais populares. Mas, do outro lado dos Pirinéus, em França, tomam o nome de “escargots” e são uma iguaria servida nos restaurantes mais luxuosos, tendo mesmo sido concebida uma linha específica de talheres para evitar que os comensais usem as mãos

Os “escargots” são parte importante do património gastronómico gaulês, sendo consumidos como entrada ou prato principal. No Natal e na passagem de ano, nunca faltam à mesa dos franceses, sendo essa a época de maior consumo. A forma tradicional de os cozinhar envolve um molho à base de manteiga, alho e salsa

O consumo de caracóis em França ronda a 40 mil toneladas por ano, das quais cerca de metade são importadas de países como Portugal, Espanha e Grécia.


A criação de caracóis

 
“Helicicultura” é a designação técnica dada à criação de caracóis e este nome remete para a forma de hélice das conchas. Como é natural, é em França que esta actividade económica se encontra mais desenvolvida, em quintas espalhadas um pouco por todo o país. Além da reprodução pura e simples, os criadores dedicam-se igualmente ao cruzamento de espécies, procurando obter exemplares de dimensão apreciável e, ao mesmo tempo, com o sabor mais desejado. Para isso, tentam obter animais “mestiços” com os genes dos caracóis mais comuns e das caracoletas.
 
Hermafroditas, os caracóis podem acasalar com qualquer outro indivíduo da sua espécie, desde que este se mostre disponível, produzindo uma apreciável quantidade de ovos. Os caracóis podem parecer animais muito vulgares, mas algumas espécies encontram-se ameaçadas de extinção, principalmente devido à acção do Homem e à poluição. Outras existem apenas em cativeiro, reproduzindo-se em jardins zoológicos.

Estes animais variam significativamente de tamanho. A maior espécie terrestre é o Gigante Africano, que pode medir até 30 centímetros, enquanto o campeão dos caracóis aquáticos vive nos mares da Austrália, atingindo 45 centímetros e 20 quilos. A longevidade também é variada, e se grande parte das espécies não atinge os três anos, existem caracóis com 30 anos.

Arroz de coelho com caracóis

Arroz de coelho com caracóis

Tempo de Preparação: 40 a 60 min.   Receita para: 4 pessoas.

Ingredientes:

1 coelho; 
400g de arroz; 
2 dúzias de caracóis; 
1 tomate médio maduro; 
1 copo de azeite; 
salsa; açafrão; sal; 
1 pimento vermelho; 
limão; água.

Preparação:

Limpe bem os caracóis e coza-os numa panela. De seguida, corte o coelho e frite-o numa frigideira com azeite e sal, até dourar. Acrescente o pimento cortado em tiras e deixe alourar um minuto sem permitir que se queime, retire e deixe de parte, adicione o açafrão e o tomate. De seguida colocar o arroz, deixando-o fritar ligeiramente. Acrescente água (3 de água por 1 de arroz). Quando começar a ferver adicione o açafrão, a salsa, o sal e os caracóis, mantendo o lume alto durante 20 minutos, para posteriormente ir baixando o lume por etapas, levando cerca de 10 minutos até desligar. Deixe repousar com a panela tapada, durante 5 minutos, antes de servir.

Receita de Caracóis no Espeto

Mais uma receita deliciosa para surpreender os seus familiares e amigos

Ingredientes:
  • 8 a 10 caracóis (por pessoa) pré-cozidos e retirados da concha
  • tiras de bacon
  • cogumelos
  • 1 ovo batido
  • sal e pimenta a gosto
  • alho
  • farinha de trigo ou pão ralado
  • manteiga
  • azeite
Confecção:
  • Intercalar em cada espeto (bem pequeno) 1 ou 2 caracóis com pedacinhos de bacon e cogumelos. 
  • Passar por uma mistura de ovo batido com o azeite, o sal, a pimenta e o alho, e depois passar na farinha ou pão ralado. 
  • Fritar na manteiga, girando-os na frigideira até ficarem totalmente dourados. 
  • Servir em seguida.
  • Para acompanhar aconselhamos um vinho branco leve, bem fresco.

Andrew Zimmern, do Bizarre Foods, adorou os caracóis de Loures

Depois da presença do chef Anthony Bourdain no início do ano, a capital abriu portas ao apresentador do programa norte-americano Bizarre Foods, Andrew Zimmern.
A estreia do episódio dedicado às iguarias mais “bizarras”que se encontram em Lisboa foi ontem nos Estados Unidos, e o artigo com as fotos da experiência gastronómica era no mesmo dia o mais visto no site do Travel Channel.
Andrew Zimmern, do Bizarre Foods
O autodenominado ‘foodie’ e ex-concorrente do Masterchef Rodrigo Meneses foi um dos anfitriões e garante que Andrew Zimmern «gostou de tudo o que provou», sendo os pastéis de nata com caracóis e os bombons com caracóis, que experimentou na Feira do Caracol em Loures, o que mais o surpreendeu.
Mas mais do que mostrar a Zimmern as iguarias mais bizarras que existem em Portugal, o mais importante para Meneses «era mostrar o melhor que temos por cá». «Passamos pelo magnífico Ramiro, para provar o seu marisco fresco e muito bem cozinhado. Demos um salto ao Mercado da Ribeira para provar algumas das iguarias que por lá podem ser encontradas e depois fomos para Loures para o Festival do Caracol. Onde aí sim, pudemos provar coisas que podem ser consideradas “bizarras” para os estrangeiros mas bastante apreciadas cá pelo Burgo.»
Além da gastronomia, o apresentador visitou uma fábrica de conservas, apanhou percebes e «ficou encantado com a beleza de Lisboa e a hospitalidade de Portugal».
Se Zimmern voltar a Lisboa, Meneses já tem um roteiro gastronómico traçado. Voltaria a repetir a cabidela, mas num dos seus restaurantes preferidos, o Stop do Bairro, em Campo de Ourique, e «levava-o à Praia da Adraga para provar o excelente peixe grelhado que por lá servem». No intervalo, aproveitava para «uma visita rápida às várias tascas lisboetas com os seus petiscos deliciosos».

Patrícia Susano Ferreira @destak.pt

Artigo recomendado. Caracóis

Começou em Maio a época dos caracóis e das caracoletas. Diz a tradição popular que a época dos caracóis decorre durante os meses sem erres, começando portanto em Maio e terminando em Agosto. Este ano as chuvas tardias terão atrasado ligeiramente o inicio da época mas mesmo assim já em Abril haviam caracoladas a circular pelas redes sociais fora. Quando não vou comer caracóis fora de casa a sítios como a Adega do Atum (ainda não fui lá picar o ponto este ano...) fazemos em casa, normalmente apanhados pelo meu pai na zona de Vendas Novas. 



A arte da preparação do caracol é uma arte objeto de muitos segredos e os nossos caracóis são sempre melhores que os do vizinho. Esta receita resulta de um cumulo das receitas da minha mãe e do meu sogro ao qual juntei alguns toques pessoais. 


O caracóis idealmente não devem comidos logo após a apanha devendo ser mantidos vivos durante alguns dias numa saca ou outro recipiente para limparem alguma terra e outras impurezas que possam ter, podendo ser-lhes dadas rodelas de batata para que não morram à fome nem fiquem magros. 


O processo de preparação dos caracóis é demorado e se o processo for feito todo de seguida deverá ser iniciado cerca de 2h a 3h antes da hora do seu consumo. O primeiro passo é verificar se a cerveja já está no frigorífico a refrescar. Se não estiver, reabasteçam o frigorífico e ponham algumas no congelador para garantir que têm cerveja fresca quando começarem a comer os caracóis. Depois deste pormenor critico, podem passar à lavagem dos caracóis que ao contrário da cerveja é um dos pontos de discórdia fervorosa entre os apreciadores de caracóis. Há quem defenda a lavagem utilizando somente água fria e há quem defenda a utilização sal e vinagre na água. O sal e o vinagre provocará uma reação do caracol que supostamente expulsará mais muco (ou como as pessoas normais diriam, ranho...). Os opositores da adição de sal e vinagre na lavagem defendem que o sal e vinagre secarão o caracol e que a reação do animal à agressão consumirá energia e líquidos reduzindo a qualidade do caracol. Eu já os lavei das duas maneiras e confesso que não noto uma diferença assim tão radical. Se optar por usar sal e vinagre use com contenção e somente na primeira água de lavagem. Esta é a prática habitual na minha casa. Independentemente disto, colocar os caracóis num recipiente com a água e esfrega-lhos vigorosamente entre as mãos durante 2 ou 3 minutos, mudar a água e repetir até que a água fique relativamente limpa. Normalmente deverão bastar umas 2 ou 3 águas. 



Preferencialmente não os cozinhe logo e deixe-os no tacho sem água durante algum tempo. Não se esqueça de colocar a tampa no tacho pois caso contrário vai ter de andar pela cozinha a apanhar caracóis... Quando faltar cerca de 1h30m para a refeição colocar água no tacho até cobrir os caracóis e pôr o tacho no bico mais pequeno do fogão com o bico no mínimo. Não deverá colocar quaisquer temperos nesta altura. De novo a tampa é essencial... Eles não gostam muito de sauna e vão tentar fugir... A ideia é que a temperatura suba o mais lentamente possível de modo a que os caracóis saiam todos da casca antes de morrerem. Idealmente este processo deverá durar 20 a 30 minutos. Quando já não houver nenhum caracol a tentar trepar a paredes do tacho é sinal que deverão estar todos mortos. Caso deseje dividir o processo de preparação em duas partes este será o ponto ideal para interromper o processo. Conserva-los com água da cozedura e se interromper a preparação por um período prolongado poderá ser recomendável mante-los refrigerados. 



Cerca de 1 hora antes de os servir coloca-los em lume médio para a água da cozedura levantar fervura. Agora a tampa do tacho já é dispensável... Já não vão fugir... Após a água ter levantado fervura retirar a espuma que se vai formando à superfície da água da cozedura com uma escumadeira até que esta se deixe de formar. Nesta altura devem juntar-se todos os temperos com a exceção dos orégãos. Normalmente os temperos que uso são sal, uma cebola cortada ao meio, 3 ou 4 alhos em camisa (com a casca), casca de uma laranja, casca de um limão, uma ou duas folhas de louro, uma malagueta fresca sem sementes e bacon cortado em fatias pequenas. Normalmente acrescento um caldo de carne tipo knorr. Heresia, dirão... Mas resulta... Se preferirem podem preparar um caldo de carne caseiro que certamente fará ainda melhor figura. Por vezes uso restos de molhos de pratos de carne para complementar ou substituir o caldo de carne. Da última vez que fiz usei um resto de molho de ensopado de borrego que tinha no congelador. Sejam criativos, tenham só cuidado para não usar molhos demasiado gordurosos, pois embora se deva acrescentar um pouco de gordura no tempero, o molho não deverá ficar gorduroso. Assim se não acrescentaram qualquer outra gordura devem acrescentar um pouco de azeite. O bacon também pode ser substituído por toucinho, presunto ou chouriço embora eu prefira o bacon pela combinação do fumado e da carne magra com a gordura. A malagueta fresca pode ser substituída por secas ou por molhos picantes mas sempre com contenção. O picante deve ser usado para temperar e não gosto que este comece dominar os sabores. Prefiro as malaguetas frescas porquê normalmente dão um picante bastante suave em que se sente o picante sem que este seja demasiado agressivo.


Dois temperos que são menos tradicionais mas que uso com bons resultados é o Glutamato de Sódio (também conhecido como Glu-Tai-Moto ou Aji-No-Moto) e o Caril. O Glutamato de Sódio é uma espécie de sal que confere aos alimentos o chamado quinto sabor, o umani, e que funciona também como intensificador de sabor. É muito usado na comida japonesa e chinesa e devido às suas propriedade de intensificação de sabor permite reduzir a quantidade de sal nos alimentos. É um aditivo alimentar considerado tão ou mais seguro que o sal e provavelmente mais saudável, embora seja por vezes associado a reações alérgicas. Não existem estudos conclusivos acerca da sensibilidade ao Glutamato de Sódio mas os estudos efetuados parecem indicar uma sensibilidade em menos de 1% da população com efeitos muitos ligeiros. Há uns anos um chef amigo partilhou este "segredo" com o pai da Ana e normalmente adicionamos um pouco de Glutamato de Sódio além do sal. 




A ideia do caril tive-a enquanto comia uns caracóis na Adega do Atum. A certa altura pareceu-me sentir um ligeiro sabor a caril nos caracóis e pareceu-me bem... Não sei ao certo se eles usam ou não e até pode ter sido a combinação de outros sabores que me fizeram lembrar caril mas o que é certo é que experimentei e resulta. Deve ser usado com contenção, pois o objectivo não é fazer caril de caracol mas só dar ao caracol mais um pouco de tempero. Provavelmente o cheiro a caril ficará a sentir-se na cozinha mas se não exagerarem na quantidade depois não se irá sobrepor aos outros sabores do molho.



Com os temperos todos no tacho deve-se deixar em lume brando durante uns 10, 20 minutos para que os temperos cozinhem e se integrem no sabor do molho e do caracol. Provar o molho para ver se é necessário acrescentar mais sal. Provar os caracóis não servirá de muito pois neste momento estes ainda não deverão ter adquirido todo o sabor dos temperos. Depois de corrigido o nível de sal deixar ao lume durante mais uns minutos e desligar o lume. Só agora deve ser acrescentada uma dose generosa de orégãos. Se o orégãos forem acrescentados juntamente com os outros temperos poderão deixar ficar um amargor menos agradável pelo que só deverão ser acrescentados nesta altura. Há quem use os ramos dos orégãos com menos folhas para evitar este amargor e os junte com o resto dos temperos mas cá em casa preferimos usar as folhas e acrescenta-las só no fim. Com o lume já apagado deverá esperar-se pelo menos meia hora antes de servir os caracóis para que estes ganhem o sabor dos temperos.


Aproveitem esta meia hora para torrarem pão, que com um pouco de manteiga, fará muito boa companhia aos caracóis. Eu sei que quem cresceu a norte do Tejo não percebe bem esta coisa de acompanhar caracóis com pão torrado mas vão por mim, funciona. 

Autoria: Rui B. Pereira  (in Reserva Recomendada)

Estão de volta os caracóis!

Todos os anos a fórmula repete-se: chega o calor e as esplanadas enchem-se de fanáticos dos caracóis. Um negócio sazonal, alimentado (também) à custa das toneladas que se importam de Marrocos

A época dos caracóis abre mesmo antes de abrir. Depois de um inverno à míngua, assim que surgem os primeiros dias de calor, os clientes habituais começam a perguntar por este petisco nos restaurantes e cafés. Mas só agora eles estão por todo o lado, fazendo-se anunciar com um "Há Caracóis", pespegado nas montras.
Esta é a altura em que a população se divide entre os que não compreendem a euforia em torno destes pequenos animais ("blegh!"), que se sugam com a ajuda de um palito, e os que não perdem uma oportunidade para comê-los enquanto dura a estação.
Cristina Santos Silva, 49 anos, está todo o ano à espera que os caracóis lhe caiam no prato. De maio a agosto, junta-se com as amigas todas as sextas-feiras, para satisfazer esse desejo. Entretanto, vai aproveitando os finais de tarde para continuar a petiscar com a família. Encontramo-la no Boa Esperança, em Benfica, à mesa com o seu filho António Bernardo, de 22 anos. Enquanto falamos, os dois despacham uma travessa (€8) - "há que comê-los quentinhos". E assim que a cunhada Sofia se senta à mesa, mandam logo vir outra.
Esta pequena cervejaria tem bom caracol, diz-se. Há pelo menos 28 anos, desde que Joaquim Gomes pegou no negócio, que assim é. O fornecedor traz-lhe carregamentos da zona de Fátima e, como o armazém fica na Brandoa, pode pedir-lhe mais, consoante a procura, mesmo que seja ao fim de semana. "O nacional é mais pequeno e fininho, mas também mais saboroso. Os clientes estão habituados a estes", nota Joaquim.

De Marrocos, ao preço da chuva
Já se sabe: o nosso está sempre a ser comparado ao de Marrocos, país de onde vem a maioria dos espécimes que se comem em Portugal. Francisco Conde, da Casa dos Caracóis, é um dos maiores responsáveis por importá-los, abastecendo os principais supermercados e restaurantes nacionais (a norte do Mondego ninguém quer saber desta iguaria). Só em 2013 - "um ano espetacular" - comprou cem toneladas por semana. Quando a época acaba, Francisco Conde pega na família e vai passear. O negócio, diz, "dá para vivermos todos, o ano inteiro".
Agora, está prestes a abrir a primeira casa em Lisboa, na Rua de Campolide (tem mais nove na margem sul). Trata-se de uma "superloja, que também tem take away", onde haverá caracóis crus (de €2 a €3,5 o quilo) ou cozinhados (€8,5 a dose). Ele compra-os a menos de um euro por quilo aos marroquinos. Não admira, pois, que em Portugal não haja produção de caracóis (só de caracoletas). Mónica Faria, presidente da única cooperativa agrícola de helicicultores, que apenas investe na caracoleta, explica: "Eles chegam de Marrocos ao preço da chuva. É impossível concorrer com aquele produto."
No entanto, Paulo Fragoso, da Biocaracol, dedica-se a distribuir exemplares nacionais, que são apanhados por várias pessoas nos campos da região de Santarém. E chega a vender cerca de mil quilos por semana, dependendo da qualidade do marroquino. "Esse acaba mais cedo do que o nosso, porque lá faz muito calor. Então, passo a trabalhar com o nacional", explica Vasco Rodrigues, filho do Júlio dos Caracóis, uma instituição na matéria. Neste momento, há 310 lugares na Rua Vale Formoso, perto de Chelas, à espera dos clientes habituais, que já nem questionam o segredo para tanto sucesso. "Só posso dizer que usamos uns produtos que vêm de Espanha", desvenda. De resto, é ele quem lava e coze os gastrópodes, com toda a ciência. O resultado está à vista de quem por lá passe: "A partir das cinco da tarde até às dez da noite é um mundo de gente." Com doses a cinco euros, faça-se as contas...

Petiscar sem culpa
Descansem os adictos de caracóis - desde que não se abuse nas imperiais que normalmente os acompanham, nem se mergulhe o pão no molho, estes petiscos só trazem benefícios nutricionais. Eles são:
  • Ricos em água (70 a 85%)
  • Muito proteicos (13 a 15%)
  • Pobres em lípidos (0,3 a 0,8%), mas com boa quantidade de ácidos gordos polinsaturados
  • Abundantes em sais minerais, sobretudo magnésio, cálcio, ferro, cobre e zinco
  • Dietéticos - 100g de caracóis cozinhados têm menos de 100 calorias

Festival do Caracol no Vale de Santarém



O Rancho Folclórico do Vale de Santarém vai realizar entre 26 e 29 de Junho a oitava edição do seu Festival do Caracol.
Além dos muitos petiscos no bar do recinto, o destaque vai para a actuação de David Antunes e a Midnight Band, no sábado, 28, a partir das 22h00.
Antes, na sexta-feira, às 17h00, a abertura do festival fica marcada pela exibição, em ecrã gigante, do jogo Portugal - Gana, a contar para a última jornada da primeira fase do mundial de futebol. A partir das 21h30 atua o duo Novo Ritmo.
No domingo, 29, o ponto alto será a mega aula de zumba, prevista para as 21h30

O primeiro pastel de nata de caracol

O pastel de nata de caracol é uma das novidades da edição de 2014 do Festival Internacional do Caracol, em Castro Marim, que regressa à Colina do Revelim de Santo António, de sexta a domingo.
Ao longo dos três dias do festival, 14 tasquinhas vão confeccionar perto de três mil litros de caracol preparado "à moda do Algarve" mas também com propostas de chefs franceses, espanhóis, italianos e marroquinos, explicou à agência Lusa a vereadora Filomena Sintra.
O evento, que vai na sexta edição a nível internacional, oferece ao público um "menu" onde o caracol é o ingrediente estrela mas onde não vão faltar a doçaria típica do Algarve, a animação de rua e um cartaz de espectáculo musicais.
O pastel de nata de caracol vai ser apresentado por um participante de Loures que se propõe a apresentar uma nova receita por ano, tendo no ano passado lançado a empada de caracol que este ano volta ao festival com a receita "afinada", explicou a vereadora.
Filomena Sinta explicou ainda que foram preparadas actividades dedicadas aos mais jovens, que incluem acções de sensibilização e informação sobre o caracol e também a iniciativa "adopta o teu caracol".
"As crianças podem levar um caracol para casa", contou a vereadora da cultura da Câmara de Castro Marim acrescentando que as crianças escolhem um caracol, dão-lhe um nome, colocam numa caixa alusiva à iniciativa e levam-no para casa.
Filomena Sintra disse que são esperados milhares de visitantes e que estão a fazer promoção para atrair visitantes espanhóis.
Aquela responsável contou que o número de visitantes espanhóis tem vindo a intensificar-se a cada edição, mas admitiu que a ideia generalizada de que o acesso ao Algarve implica pagamento de portagens não facilita a decisão dos turistas.
"Em todos os nossos materiais gráficos colocamos sempre a frase 'num Algarve sem portagens' mas mesmo assim é difícil" explicar que existem duas saídas não portajadas, comentou a vereadora.
Afirmar Castro Marim como destino dos melhores caracóis do Algarve e potenciar os produtos tradicionais, a cozinha e a cultura mediterrânicas é o objectivo da iniciativa.
O festival abre diariamente às 18:00 e a entrada no recinto e os espectáculos são gratuitos.
Lusa/SOL

Chegou a época de comer caracóis !


Estão de volta os caracóis!

Todos os anos a fórmula repete-se: chega o calor e as esplanadas enchem-se de fanáticos dos caracóis. 
Um negócio sazonal, alimentado (também) à custa das toneladas que se importam de Marrocos


A época dos caracóis abre mesmo antes de abrir. Depois de um inverno à míngua, assim que surgem os primeiros dias de calor, os clientes habituais começam a perguntar por este petisco nos restaurantes e cafés. Mas só agora eles estão por todo o lado, fazendo-se anunciar com um "Há Caracóis", pespegado nas montras.
Esta é a altura em que a população se divide entre os que não compreendem a euforia em torno destes pequenos animais ("blegh!"), que se sugam com a ajuda de um palito, e os que não perdem uma oportunidade para comê-los enquanto dura a estação.
Cristina Santos Silva, 49 anos, está todo o ano à espera que os caracóis lhe caiam no prato. De maio a agosto, junta-se com as amigas todas as sextas-feiras, para satisfazer esse desejo. Entretanto, vai aproveitando os finais de tarde para continuar a petiscar com a família. Encontramo-la no Boa Esperança, em Benfica, à mesa com o seu filho António Bernardo, de 22 anos. Enquanto falamos, os dois despacham uma travessa (€8) - "há que comê-los quentinhos". E assim que a cunhada Sofia se senta à mesa, mandam logo vir outra.
Esta pequena cervejaria tem bom caracol, diz-se. Há pelo menos 28 anos, desde que Joaquim Gomes pegou no negócio, que assim é. O fornecedor traz-lhe carregamentos da zona de Fátima e, como o armazém fica na Brandoa, pode pedir-lhe mais, consoante a procura, mesmo que seja ao fim de semana. "O nacional é mais pequeno e fininho, mas também mais saboroso. Os clientes estão habituados a estes", nota Joaquim.

De Marrocos, ao preço da chuva
Já se sabe: o nosso está sempre a ser comparado ao de Marrocos, país de onde vem a maioria dos espécimes que se comem em Portugal. Francisco Conde, da Casa dos Caracóis, é um dos maiores responsáveis por importá-los, abastecendo os principais supermercados e restaurantes nacionais (a norte do Mondego ninguém quer saber desta iguaria). Só em 2013 - "um ano espetacular" - comprou cem toneladas por semana. Quando a época acaba, Francisco Conde pega na família e vai passear. O negócio, diz, "dá para vivermos todos, o ano inteiro".
Agora, está prestes a abrir a primeira casa em Lisboa, na Rua de Campolide (tem mais nove na margem sul). Trata-se de uma "superloja, que também tem take away", onde haverá caracóis crus (de €2 a €3,5 o quilo) ou cozinhados (€8,5 a dose). Ele compra-os a menos de um euro por quilo aos marroquinos. Não admira, pois, que em Portugal não haja produção de caracóis (só de caracoletas). Mónica Faria, presidente da única cooperativa agrícola de helicicultores, que apenas investe na caracoleta, explica: "Eles chegam de Marrocos ao preço da chuva. É impossível concorrer com aquele produto."
No entanto, Paulo Fragoso, da Biocaracol, dedica-se a distribuir exemplares nacionais, que são apanhados por várias pessoas nos campos da região de Santarém. E chega a vender cerca de mil quilos por semana, dependendo da qualidade do marroquino. "Esse acaba mais cedo do que o nosso, porque lá faz muito calor. Então, passo a trabalhar com o nacional", explica Vasco Rodrigues, filho do Júlio dos Caracóis, uma instituição na matéria. Neste momento, há 310 lugares na Rua Vale Formoso, perto de Chelas, à espera dos clientes habituais, que já nem questionam o segredo para tanto sucesso. "Só posso dizer que usamos uns produtos que vêm de Espanha", desvenda. De resto, é ele quem lava e coze os gastrópodes, com toda a ciência. O resultado está à vista de quem por lá passe: "A partir das cinco da tarde até às dez da noite é um mundo de gente." Com doses a cinco euros, faça-se as contas...

Petiscar sem culpa
Descansem os adictos de caracóis - desde que não se abuse nas imperiais que normalmente os acompanham, nem se mergulhe o pão no molho, estes petiscos só trazem benefícios nutricionais. Eles são:
  • Ricos em água (70 a 85%)
  • Muito proteicos (13 a 15%)
  • Pobres em lípidos (0,3 a 0,8%), mas com boa quantidade de ácidos gordos polinsaturados
  • Abundantes em sais minerais, sobretudo magnésio, cálcio, ferro, cobre e zinco
  • Dietéticos - 100g de caracóis cozinhados têm menos de 100 calorias

Luísa Oliveira (texto publicado na VISÃO 1107, de 22 de maio)

Receita de Caracóis à Algarvia

Se excluirmos os produtos do mar, os caracóis são, sem dúvida, o grande petisco do verão para algarvios e alentejanos.
Há quem prefira as caracoletas (maiores e mais escuras), quem goste apenas dos caracóis (mais pequenos e com coloração castanho-amarelada) e quem misture ambos no mesmo tacho. Claro que, para muita gente, a simples ideia de comer caracóis é repugnante. Mas perca o preconceito e prove-os à algarvia, feitos com aquela simplicidade que apenas os pratos do sul possuem e que transforma os ingredientes mais vulgares em verdadeiros manjares.
Está pronto para a receita?
Idealmente, o leitor apanharia os seus próprios caracóis. Passearia, assim, pelo campo, respiraria ar puro e os odores da terra e, mais importante, saberia a verdadeira proveniência dos seus caracóis (não os apanharia nas imediações de uma ETAR, de uma estrada cheia de emissões de escapes de automóveis, etc.)
Antes de lhes apontar a panela como destino, deixaria os gastrópodes alguns dias numa caixa de madeira ou num saco de serapilheira e alimentá-los-ia com farinha de trigo ou rodelas de batata, para que perdessem o visco, as toxinas e o sabor acre de algumas ervas, aproveitando ainda para os engordar um pouco mais.
Mas o leitor não é dado a passeios pelo campo ou os únicos caracóis de que dispõe nas redondezas são produzidos em salões de cabeleireiro. Pois bem, compra-os (a medida tradicional é o litro) e salta os passos anteriores, dirigindo-se de imediato ao tacho. Começa por lavar os bicharocos em várias águas até que não haja vestígios de visco. Põe-nos na caçarola, cobre-os de água, junta-lhes com generosidade uns quantos dentes de alho esmagados com a casca e coloca-os em lume muito brando para que, com as suas anteninhas, espreitem para fora das conchas e se torne mais fácil alcançá-los. Entretanto agarra numa boa quantidade de paus de orégão (apenas os paus, já que as folhas tornam o petisco mais amargo), acrescenta-os ao tacho e tapa-o. Ao detectar que as alimárias deixam de se mover, aumenta o lume.
Espera que esteja quase a levantar fervura para lhes juntar o sal. Dois bons punhos, sem medo. Deixa ferver quatro ou cinco minutos, prova-os, corrige o sal se necessário (ou desliga o lume e deixa-os dentro da panela outros quatro ou cinco minutos para que absorvam o sal suficiente), escorre-os, serve-os e delicia-se, caçando-os com a ajuda de um alfinete, espeto ou pico de piteira.
Acompanha com cerveja ou vinho branco bem gelados e pão torrado com manteiga. Se não os provar, mais fica para nós e quem perde é o leitor. Um bom preconceito não vale, afinal de contas, um único caracol.
Nota: Claro que pode cozinhar os caracóis de outras formas, guisados, por exemplo, com chouriço e tomate, como nesta...


Receita de Caracóis Guisados à Moda de Minha Casa

Se os apanhou na natureza, deixe jejuar os caracóis durante uma semana a dez dias, para que percam o visco e o sabor de algumas ervas. Lave-os bem, em várias águas, antes de cozinhar.

Precisa de 1 kg e meio de gastrópodes, os ditos caracóis, para 4 pessoas.

  • 1 cebola
  • 1 tomate grande
  • 50g de chouriço
  • 50g de presunto, bacon ou toucinho entremeado
  • 6 dentes de alho
  • 1 copo de vinho branco
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • sal, pimenta, piri-piri, dois dentes de cravinho e orégãos

Comece por refogar a cebola, o tomate (partidos em bocados, claro) os enchidos (em pequenos cubos) e o alho em lâminas.

Junte os caracóis, o vinho branco e outro tanto de água, acrescente os temperos excepto os orégãos, tape e deixe cozinhar lentamente (isto é especialmente importante para que os caracóis saiam um pouco das suas cascas e se torne mais fácil comê-los). No final polvilhe com os orégãos e sirva quente. Utilize um alfinete ou um pequeno espeto para retirar o caracol da sua concha e acompanhe com pão caseiro.

Receita de caracóis à moda cá de casa


Aviso desde já que sou muito picuinhas na preparação destes animais. 
Vou dizer como procedo para a lavagem dos bichos mas, claro está, fica ao vosso critério! 

No dia em que os compro lavo-os em várias águas para que reajam pois os caracóis "gostam" de água e retiro todos os que estejam com a casca demasiado partida e que levante dúvidas se estão vivos ou não (esses duvidosos coloco-os em cima da bancada e aguardo para ver se deitam a cabeça de fora). Se estiverem vivos, panela com eles.




Deixo-os de um dia para o outro dentro de um recipiente tapado com algo com  furos, para que não saiam, caso contrário no dia seguinte tenho que andar à procura deles!
Uso uma daquelas redes protectoras para colocar na frigideira, como a da figura.
Se preferirem podem tapar com um saco de plástico com furos, preso com um elástico.
Ou podem humedecer os bordos do recipiente e colocar sal fino a toda a volta.
No dia seguinte o processo é mais complicado e moroso.

Modo de preparação

1) Lavá-los novamente em várias águas, envolvendo-os muito bem, sem apertar para não lhes partir as cascas.

2) Ver um a um se não há algum com o orifício tapado, se estiver tapado tira-se a capa seca com ajuda do bico de uma faca e, sem água, juntar aos caracóis 2 ou 3 colheres de sopa de sal grosso e envolver durante uns minutos para que eles ao recolherem para dentro das conchas (têm "alergia" ao sal) deitem o mais possível de excreções e para que o sal ajude a limpar as excreções que estão agarradas às cascas.

3) Encher o recipiente com água e com ajuda da mão retirar a "espuma".

4) Passar por várias águas em que a última será colocando um punhado de caracóis com ambas as mãos em concha, esfregando-os muito ligeiramente uns contra os outros e com a água da torneira correndo em fio.

5) Deixe-os repousar um pouco antes de os colocar a cozinhar.


Ingredientes


  • 1 Kg de caracóis
  • 1/2 chouriço de carne aos pedaços
  • 2 cubos de caldo de carne ou de galinha
  • 1 cebola média descascada mas inteira
  • 2 dentes de alho descascados mas inteiros
  • 1 folha de louro sem o veio do meio
  • 1 malagueta
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 50 gr de margarina
  • 1 colher de sopa de oregãos secos
  • água q.b.
  • sal q.b.



Depois de bem lavados colocar os caracóis num tacho e cobri-los com água. Vão ao lume em temperatura mínima para que a água vá aquecendo muito lentamente, obrigando os caracóis a saírem.
Não deve aumentar a temperatura para que eles não recolham e fiquem todos com a cabeça fora das cascas.
Quando eles já não se mexem pode aumentar a temperatura do lume até que comece a ferver e ir retirando a espuma que se vai formando, com uma escumadeira ou colher.
Quando deixam de formar espuma, retiro os caracóis com a escumadeira, para um recipiente e escorro a água pelo passador de rede para cima deles, para que fique um líquido os mais limpo possível.
Volto a por tudo no tacho juntando tudo excepto os oregãos e o sal, este último deve ser adicionado logo que recomece a ferver.
Passados cerca de 20 minutos juntar os oregãos e deixar acabar de cozer, leva cerca de 45 minutos. Se achar que precisa apurar o molho deixe cozinhar um pouco com o tacho destapado quando junta os oregãos. 
A minha técnica para ter a noção quando poderei começar a provar é quando a cebola (por isso a ponho inteira) começa a ter aspecto de cozida. Normalmente o nível de cozedura da cebola corresponde ao do caracol. 

Onde comer caracóis em Leiria ? Fica a sugestão.

O calor pede petiscos e há um em particular que é daqueles que ou se ama ou se odeia. É verdade, são eles mesmo: os caracóis, petisco do pobre que com o tempo ganhou reputação de marisco.
Todo o amante de caracóis, em Leiria, conhece a churrasqueira Reis, na Cruz d’Areia. 
Doses bem servidas, caracol rechonchudo e imperial a estalar.  Estivemos lá e atestamos a qualidade do bichinho bem como do tempero. Uma verdadeira delícia!
Nesta casa só entra caracol vivo e gastam-se “à vontade” 60 quilos por semana, diz-nos a custo José Reis, o proprietário. Confiança máxima no fornecedor e receita tradicional, sem extras nem invenções são o truque, já que “não há segredo nenhum, além do facto de serem cozinhados todos os dias”, garante José.
“Os meus caracóis podem comparar-se, em termos de validade, a uma sopa. Não podem ser comparados a esses caracóis que se compram já confeccionados e que duram duas semanas no frigorífico.”
Onde comer caracóis na zona centro de Portugal

Sobre a fama da casa sabe apenas que tem contado com “o boca-a boca dos clientes satisfeitos e do serviço take-away”, já que boa parte das vendas é feita para fora, “o que acaba por ajudar a que outras pessoas fiquem a conhecer, mesmo sem vir cá”, explica.
A Churrasqueira Reis existe há 13 anos e a fama do caracol foi crescendo. Diz quem domina o assunto que “aquilo dos meses com R não é verdade” [diz-se que os caracóis só estão bons para comer nos meses sem R, ou seja de Maio a Agosto], e que “para o caracol ser bom basta haver sol, pelo que de Abril a meados de Setembro há bons caracóis”, garante José.
Mas como grande parte do caracol que comemos é importado, até se podia comer o ano inteiro. Só que os hábitos e a cultura não se mudam assim por dá cá aquela palha, pelo que caracol só com sol.
É verdade, este ano tem-nos faltado o sol e depois quem paga é o caracol.
Churrasqueira Reis
Rua Lino António, lote 53, r/c esq.
Cruz d’Areia – Leiria
Telefone: 244 802 410
Horário: segunda a sábado, das 9h30 às 2h
Encerra ao domingo
Petiscos até às 22h
Outros petiscos: moelas, pipis, pataniscas, orelha assada, chamuças, etc.
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